No aguardo da resposta de Renato Gaúcho, que pode sair nesta quinta-feira, o Corinthians tem convicção de que o treinador é o nome certo para o cargo deixado por Vagner Mancini. A certeza é tamanha que a diretoria não trabalha com plano B, pois não há consenso sobre quem, além de Renato, mudaria o panorama do clube.

A convicção corintiana se baseia em alguns pilares que serão mostrados abaixo pelo ge, a maioria deles ligados ao último trabalho de Renato no Grêmio.

Captação x dinheiro

Renato Gaúcho é visto como alguém capaz de captar jogadores baratos e transformá-los em peças extremamente úteis. Foram várias as apostas de nomes em baixa que acabaram dando certo no Sul. Não só por escolha do treinador, mas também por necessidade financeira da diretoria gremista.

Em processo de estruturação, em 2017, o Grêmio contratou o lateral-esquerdo Bruno Cortez, que havia jogado a Série B pelo Atlético-GO. O lateral Léo Moura, em fim de carreira, também funcionou. O atacante Lucas Barrios, reserva no Palmeiras, à época, foi útil. Assim como o meia Cícero.

Há mais exemplos, como o dos atacantes Jael e Diego Souza. Todos chegaram desacreditados mas entregaram ao time. No Corinthians, o cenário deve ser parecido. O clube não pretende fazer grandes contratações, mas entende ser possível analisar criteriosamente o mercado em busca de peças.

Essa estratégia, é bom ressaltar, não deu certo com 100% dos jogadores. Alguns não renderam no Grêmio, frustrando os planos, como os meias Thiago Neves e Robinho.

É capaz de ser competitivo mesmo com um orçamento limitado.

Retorno financeiro e uso da base

Na esteira do item acima, o técnico também desponta com a capacidade de recuperar jogadores em baixa técnica para que, futuramente, isso volte ao Corinthians em forma de dinheiro em negociações. Não é segredo que o Timão precisará vender jogadores e, para isso, precisa valorizá-los diante dos olhos do mercado.

Ainda sobre o trabalho no Grêmio, usar a base, como faz o Corinthians em 2021, era política. Não foram poucos os garotos de até 21 anos que brilharam nas mãos de Renato. Vários tiveram a primeira chance com o ex-treinador: Matheus Henrique, Pepê, Jean Pyerre…

O Timão vê como fundamental o crescimento de peças oriundas da base no time principal para futuramente conseguir fazer o caixa girar.

Gestão de grupo e liderança

Renato é visto como um bom gestor de grupo e do próprio trabalho. Gosta de participar de todos os processos que envolvem o clube, de departamento médico às negociações. No Grêmio, conservou boas relações, e com perfil nato de liderança soube conduzir boas temporadas.

O comandante tinha relação direta com o presidente Romildo Bolzan, sem “picuinhas”. Renato também é visto como alguém capaz de suportar a pressão imposta em um cargo como o de treinador do Corinthians. Tem “costas largas” e não se intimida diante de cenários adversos.

Conservar bom relacionamento com as pessoas, principalmente com os jogadores, é visto pela diretoria corintiana como um ponto importantíssimo na escolha de um treinador.

Aceitação da Fiel

Embora não seja determinante, a torcida tem peso relevante para a diretoria na escolha do novo treinador. Quando surgiram os primeiros rumores do interesse do Corinthians em Renato Gaúcho, a aceitação foi imediata.

Criou-se, inclusive, uma campanha #AceitaRenato, mobilizando milhares de perfis no Twitter para chamar a atenção do treinador.

A recepção incontestavelmente positiva ao nome do técnico de 58 anos deu à diretoria ainda mais certeza de estar no caminho certo para colocar o Corinthians nos eixos.

Tudo isso tornou Renato com segurança a melhor escolha no mercado atualmente, na avaliação do clube.