Desde que foi apresentado no Corinthians, Sylvinho tem respondido a jornalistas que está ‘alinhado com a diretoria’ quando o assunto é buscar reforços para o elenco. Os torcedores, no entanto, já sabem que grandes nomes estão praticamente descartados para o clube na atual temporada.

Trabalhando para reduzir os graves problemas financeiros, como a dívida que chegou a beirar R$ 1 bilhão, os diretores adotaram desde janeiro o discurso de austeridade. E isso passa diretamente pelo departamento de futebol.

“Ninguém escondeu nada de ninguém. Sempre falamos para o torcedor que esse seria um ano de bastante dificuldade, que o clube não dispõe de recursos para fazer uma grande contratação e que o time seria mais ou menos isso que está aí. E que no segundo semestre iríamos olhar o mercado para ver se tem algo que encaixe no nosso bolso para dar mais qualidade ao time”, disse Roberto de Andrade, diretor de futebol, em entrevista ao portal globoesporte, afirmando que não há chances de que grandes quantias sejam investidas na contratação de reforços neste momento.

“A gente vai continuar atrás desta cereja do bolo, mas você não encontra jogador. Se a gente tivesse 5 ou 10 milhões de euros na mão, não teria quem contratar. O mercado está muito ruim, você não consegue achar um jogador que venha e resolva”.

Sem poder investir valores milionários em transferências, uma saída pode ser seduzir jogadores livres no mercado. Dois desses casos são Alex Teixeira e Dentinho, que já movimentaram as redes sociais com torcedores pedindo duas contratações. Sobre os nomes, Roberto de Andrade foi direto.

“Esquece”.

Outro jogador que voltou a frequentar os sonhos dos corintianos é Paulinho. Com seu futuro no Guangzhou Evergrande incerto, o volante teve seu nome ligado ao time do Parque São Jorge nos últimos dias.

Mesmo menos enfático do que nos casos de Alex Teixeira e Dentinho, o diretor ainda manteve qualquer especulação em temperatura bem fria.

“Paulinho é muito difícil, claro que temos vontade pelo jogador que é, mas é difícil pelos recursos. É difícil, mas não estou dizendo que é impossível”, disse.