O Corinthians não aceitou a saída do atacante David Vianna, de apenas 14 anos, para o Flamengo e prometeu levar o caso para a Justiça. A alegação é de que o pai do jogador, Delano Oliveira Gomes, assinou um contrato de imagem como representante de David Vianna com o Timão e recebia R$ 5.500 por mês. Ainda havia pagamento de R$ 4.500 mensais como ajuda de custo.

O Blog do Jorge Nicola teve acesso ao contrato e só não vai publicá-lo por envolver um menor de idade. Detalhe: o vínculo entre Corinthians e a D&G Atividades Esportivas Ltda, empresa aberta pelo pai de David Vianna, só se encerra em 31 de dezembro de 2023. É baseado neste vínculo que o clube paulista está confiante de que a transferência para o Flamengo é ilegal.

David Vianna foi formado na base do Flamengo e chegou a marcar mais de cem gols na temporada de 2019. Diante do sucesso, foi contratado ainda como amador pelo Corinthians em fevereiro de 2020.

A legislação do futebol no Brasil só permite a assinatura de um primeiro contrato de formação a partir dos 14 anos. David Vianna completou tal idade no último dia 18, mas seu pai e o empresário Wagner Ribeiro decidiram levá-lo de volta ao Flamengo para assinar o tal contrato de formação.

Além do processo na Justiça, o Corinthians também alega que David Vianna não pode atuar em qualquer outro clube nesta temporada sem a liberação alvinegra, pois seu registro só se encerra em 31 de dezembro de 2021. Detalhe importante: o Flamengo também já havia aberto uma reclamação contra o Corinthians pela ida do atacante ao Parque São Jorge, no ano passado.

Além do contrato de imagem, o Corinthians também garante ter vínculo com David até 31 de dezembro

“A verdade é que eles foram desonestos com o Corinthians. Quando faltavam poucos dias para o David completar 14 anos, tiraram o moleque e não atenderam mais o telefone. Só esperaram pela data e sumiram”, acusa uma fonte corintiana, revoltada com o desfecho do caso.

A repercussão da saída de David Vianna também agitou a política do clube. Ney Nujud, ex-diretor de base do Corinthians, culpou a mudança da gestão da base pela perda do atacante.

A curiosidade é que o próprio Ney era o diretor até janeiro, enquanto seu braço direito, Yamada, ocupava o cargo de gerente geral das categorias de base até 15 de abril. Oficialmente, Yamada ainda nem foi desligado, embora tenha perdido todas as responsabilidades.