Danilo Avelar, de 32 anos, não atua mais pelo Corinthians. Isso é fato definido pelo presidente Duilio e a diretoria do Timão. Porém, a decisão de como se dará o processo de rescisão do contrato ainda não foi tomada.

O jogador se recupera nas dependências do clube de um rompimento de ligamento no joelho e, qualquer que seja seu destino, só será selado após o fim do tratamento, algo que deve demorar mais algumas semanas a acontecer. Enquanto isso, o Corinthians estuda o que fazer.

Avelar tem contrato vigente até dezembro de 2022 com o Timão. Agenciado pela Elenko Sports, já houve uma sinalização por parte do estafe de que, realmente, não há mais clima para seguir no clube, mas, mesmo assim, será necessária uma compensação financeira.

O empresário do jogador, Fernando Garcia, encontra-se fora do país. Na semana passada, estava de férias.

Somados os meses de 2022 e o restante do ano a partir de agosto, seriam mais 17 meses de salários a receber, e a expectativa é de que o clube arque com pelo menos parte disso para a rescisão amigável acontecer. O Corinthians não encontrou segurança jurídica para aplicar uma demissão por justa causa.

Consolidado o fato de que não há como aplicar uma demissão sumária, o Corinthians tem tentado usar o tempo a seu favor para pensar em alternativas: uma saída direta para outro clube, com uma possível compensação para o Timão, um empréstimo ou aguardar aparecer uma proposta que interesse. São apenas algumas das alternativas.

Danilo Avelar, por sua vez, não pretende completar um ano sem jogar futebol e entende que será preciso “se mexer” para retomar a carreira. Já há clubes de olho, e o Corinthians confia que achará uma solução sem criar o que chama de tragédia financeira, onerando os cofres do clube.

No fim de junho, o clube ainda deveria ter pago uma dívida de R$ 4,4 milhões (750 mil euros) ao Torino, da Itália, referente à última parcela da compra do jogador em 2019. O valor ainda não foi quitado. Ele chegou ao clube em 2018, por empréstimo, e foi comprado na seguinte da temporada.

Na mudança de 2019 para 2020, ele deixou a lateral esquerda para atuar como zagueiro. Fez bons jogos no Paulistão, após a pausa da pandemia, mas rompeu os ligamentos ainda em outubro de 2020.