O Corinthians confirmou, em nota oficial, que Willian não enfrentará o Atlético-GO neste domingo, às 18h15, pelo Campeonato Brasileiro. Seria sua reestreia pelo clube.

No sábado, o jogador foi autuado por agentes da Vigilância Sanitária em São Paulo e em Goiânia, onde uma fiscal foi ao hotel em que o Timão está hospedado, por não cumprir uma quarentena de 14 dias ao chegar ao Brasil do Reino Unido. O clube foi alertado de que Willian poderia até ser preso se fosse a campo em Goiânia.

Willian, ao desembarcar no Brasil no dia 1º de setembro,, assinou um formulário em que se comprometia a realizar quarentena de 14 dias. Desde então, foi apresentado em um evento do clube, treinou normalmente e estava pronto para enfrentar o Atlético-GO.

Formulário de entrada assinado por Willian tem compromisso de fazer quarentena de 14 dias — Foto: Reprodução

O Corinthians, na nota, reclama de diferença de tratamento em relação ao Flamengo, embora não cite o nome do clube carioca. Isso porque a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ao alertar que Willian não poderia jogar, admitiu que o mesmo se aplicaria a Andreas Pereira, do Rubro-Negro, que também chegou do Reino Unido, mas foi a campo: enfrentou o Santos no dia 28 de agosto.

Veja a nota oficial do Corinthians:

“O Sport Club Corinthians Paulista esclarece que, em observância à portaria 655/21 da Anvisa (que trata de restrições de entrada no Brasil de pessoas vindas do Reino Unido), o atleta Willian não irá a campo para a partida deste domingo, em Goiânia, contra o Atlético-GO.

Desde o início da pandemia, o clube sempre cumpriu as regras sanitárias impostas pelas mais diferentes autoridades de saúde, mesmo que algumas delas tenham se revelado confusas. Logo, cumprirá sem objeções o papel de difusor das medidas da portaria 655/21.

No entanto, o Corinthians se reserva o direito de protestar quanto ao tratamento desigual dispensado pelo órgão, conforme reconhecido pela própria Agência nos últimos parágrafos do comunicado sobre o atleta Willian, emitido no sábado (11).

O clube espera que a Anvisa e os demais órgãos públicos que compõem o sistema orientem com maior clareza os viajantes, atletas ou não, e os monitorem de forma igualitária e clara, buscando atingir o objetivo da portaria, que é o de preservar vidas, evitando especulações indesejadas e desinformação.”