Titular em três dos últimos cinco jogos do Corinthians, Luan vive um momento, enfim, de sequência na equipe. Dizendo-se mais feliz e aliviado ao receber chances do técnico Vagner Mancini, o meia prometeu contrariar os pessimistas quando questionado sobre o possível ano difícil do Timão.

– A gente não tem tanta noção do que acontece fora de campo, na parte da diretoria. Procuramos focar dentro do campo mesmo. Encaramos isso como um desafio. Todo mundo que chegou aqui foi por méritos. Sabemos que temos que nos apoiar um no outro para que a gente contrarie isso. A maioria diz que vai ser um ano difícil. A gente tenta se apoiar aqui, nos treinamentos, se dedicando e entendendo o que é o Corinthians e o tamanho dessa camisa. Não podemos pensar em outra coisa a não ser em títulos. Temos que acreditar em nós e saber que, com treinos e dedicação, podemos brigar por algo maior nessa temporada – disse o jogador em entrevista coletiva nesta quarta-feira no CT Joaquim Grava.

– Estou feliz em poder jogar, ter mais oportunidades. Tenho certeza de que vou melhorar muito em todas as questões. Eu estava com muita vontade de retornar a jogar, poder ajudar meus companheiros. Fizemos jogos bons, com vitórias. Lógico que temos que melhorar, mas com vitórias fica um pouco mais fácil. Estou feliz de poder voltar, jogar, e espero poder ajudar muito o Corinthians ainda.

O Corinthians entra em campo nesta quinta-feira, para enfrentar o Peñarol-URU, pela segunda rodada da Copa Sul-Americana, às 19h15. E depois tem clássico com o São Paulo no domingo. Luan, porém, diz que só pensa no Peñarol.

– Para nós, esse jogo contra o Peñarol é uma final, a gente tem de encarar como se só a vitória importasse. No jogo de domingo (contra o São Paulo), não estou pensando, quero pensar só no jogo de amanhã (quinta-feira) para fazer um grande jogo e sair com a vitória. Estamos jogando em casa, temos que saber onde a gente está, o tamanho da força do Corinthians. Precisamos impôr isso em campo e buscar a vitória do primeiro ao último minuto – completou Luan.

Veja outros pontos da entrevista coletiva de Luan:

Possível sequência

– Acho que não tem como falar o número certo de jogos. Estou procurando trabalhar e me dedicar nos treinamentos para que eu possa jogar. A confiança vem também a partir do momento em que tenho esses minutos, que todo jogador precisa. Essa questão de dar carrinho e sujar o calção, sempre que precisar eu vou estar à disposição para ajudar meus companheiros em campo, mas tem que entender as características de cada um. A minha não é de dar carrinho, é uma característica mais técnica. Eu me dedico nos jogos. Talvez possa não parecer por não dar carrinho ou sujar o calção, mas dedicação não falta. Nos meus jogos, eu fui sempre um dos que mais distância percorreu. Correr e me entregar dentro das minhas características não tem faltado.

Posicionamento em campo

– Quero poder ajudar de qualquer maneira o Corinthians, isso vai muito do que o Mancini pedir para a gente em campo, da maneira de jogar. Quero estar em todo lugar do campo, poder me movimentar, sou um dos caras que mais tem distância percorrida dentro do jogo. Quero contribuir marcando, dando assistência, podendo fazer gols. Minha confiança está voltando, estou feliz de poder ajudar. Isso depende do Mancini, da forma como ele quer jogar a partida e do que ele pede para cada um desenvolver seu papel em campo. Eu penso em ajudar o Corinthians de qualquer maneira.

Jogar na Neo Química Arena vazia

– Eu sinto muita falta de ter a torcida ali, ainda mais a torcida do Corinthians. Temos que entender que nesse momento não temos eles ali para nos apoiar, mas temos que jogar por todo torcedor em sua casa. Temos de saber o peso e o tamanho do Corinthians, e a gente não pode aceitar jogar como se fosse fora de casa. Temos que saber do tamanho do Corinthians, se dedicar e impor nosso ritmo, e as equipes que vierem jogar aqui precisam saber que vão ter que suar muito para vencer a gente.

Recebeu propostas?

– Em nenhum momento que eu não vinha jogando eu recebi propostas. Mas também nem pensaria nisso, o meu desejo sempre foi, desde moleque, jogar no Corinthians. Estou tendo essa oportunidade, e a única coisa que pensei foi em trabalhar e me dedicar nos treinamentos para que pudesse jogar e ter sequência. Todos me cobravam, a única coisa que falei foi de ter uma sequência, que assim poderia ajudar muito o Corinthians, sei da minha capacidade. A única coisa que eu pensei foi em trabalhar no dia a dia, o professor Mancini saberia o melhor momento de eu ter uma oportunidade.

Transição dos garotos da base

– A gente sabe que nesse momento de transição, no qual vieram muitos jovens da base, os mais velhos têm que dar esse apoio para eles, são patrimônio do clube, temos que ajudá-los no dia a dia. Os meninos que subiram têm muita qualidade, agora que eles estão vendo o que é o Corinthians no profissional. Temos que dar força a eles, com certeza eles vão nos ajudar muito. Isso serve de motivação para mim, ter a molecada subindo e ver eles com muita vontade de jogar, isso agrega para a gente dar nosso melhor sempre.

Elogios da diretoria e companheiros

– Eu fico muito feliz de ter esse apoio da diretoria, dos meus companheiros. A gente está ali todos os dias, eu tento me dedicar ao máximo. Acho que todo dia quando eu venho para o treino e entro aqui, eu me sinto realizado de poder vestir essa camisa. Toda a minha família e meus amigos sabem do sonho que eu tinha de defender o Corinthians. Então é me dedicar todos os dias para retribuir o apoio e carinho que eles têm me dado, retribuir o torcedor, e eu também sou um torcedor. Fico feliz com o apoio de todos eles.

Assista a coletiva de Luan: